terça-feira, 18 de julho de 2017

O tapa na cara de James Ward - DragonStrike

Estava escutando um antigo podcast do Save or Die (meu novo vício), e em uma entrevista, perguntam a James Ward, criador de uma porrada de coisa na TSR, sobre sua participação especial no vídeo do Dragon Strike (1993), um projeto bizarro de boardgame com pitadas de rpg e uma fita VHS.

Ele conta que estava no set, certificando-se que as coisas ao menos pareceriam com algo relacionado a RPG (visto que praticamente ninguém ali sabia), quando comentou "seria legal trabalhar com isso".
Após essas palavras, o diretor se aproximou e convidou-o a participar.

Em dado momento, seu personagem leva um tapa no rosto, mas a atriz foi muito delicada. O diretor diz "corta!", e James fala que ela pode dar com mais vontade, visto que ele era um "cara crescidinho". E assim, o tapa foi repetido, mas ainda não a contento do diretor, que fez a cena se repetir mais 7 vezes!

No fim, Jim Ward estava com uma bela marca vermelha.

Assistam o video aqui (e a porrada de Jim em 3:15)  :
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"WildSpace" seria a continuação, baseada em Spelljammer. Contudo, o produto nunca evoluiria além deste trailer:

terça-feira, 16 de maio de 2017

A arte completa da caixa vermelha

Um dos grandes ícones do D&D é a red box de Frank Mentez. Com o intuito de adequar o jogo ao publico iniciático nos RPGs, a TSR lançaria novamente uma versão básica do jogo (um contraponto a outra série concomitante, o "Advanced" Dungeons & Dragons.

Frank Mentez comentou em sua linha de tempo sobre esta arte, e achei bem interessante:

[...] Os conceitos iniciais para a capa eram semelhantes aos anteriores, com um grupo de aventureiros enfrentando um dragão. Isto quase foi usado, mas incomodava Gary, Depois que as cores estavam prontas para serem finalizadas em óleo, depois de muitos planos feitos, Gary mudou o curso. Ele pediu para Larry [N.T.: Elmore] para focar a ação em apenas um guerreiro e um dragão...e a mundialmente famosa capa da Red Box havia surgido.[...]




segunda-feira, 24 de abril de 2017

Margaret Weis sobre Dragonlance

Na sua linha de tempo no Facebook, M. Weis explicou algumas coisas bem legais sobre DL:

- A história que os romances de DL (a primeira trilogia) teria vindo de uma sessão de jogo é uma lenda urbana que persiste. A história foi criada por Laura e Tracy Hickman,enquanto viajam de carro de Utah para Wisconsin para trabalhar na TSR. Eles imaginaram cavaleiros montados em dragões, e vieram com os três primeiros personagens: Tanis, Kitiara e Laurana.

-Depois dos romances, o grupo criativo se encontrou uma única vez para jogar DL em AD&D. Tracy era o Mestre (e criou Bupu), Margaret jogava como Goldmoon e Terry Phillips como Raistlin. Terry teria inventado a voz rouca e o aspecto peculiar de Raist.

- Este mesmo time (desconheço por enquanto quem seria o time completo) criou o nome "Raistlin" ("wasted man", algo como "homem devastado") e Caramon ("caring man", algo como "homem que se importa").

- A parte em que Raistlin controla a mente de Bupu veio de uma partida de AD&D.

- A primeira vez que o grupo testou os personagens na aventura, eles morreram em Xak Tsaroth. Tanis deixou cair o cajado de cristal azul enquanto era descido pelo poço, e umas pedras caíram na cabeça de Khisanth (a dragoa negra). "Teria dado um livro curto", comenta Margaret.

-Origem dos kenders: o time de design queria uma raça tipo um halfling que fosse ladrão. Tracy não gostou da ideia de uma raça de ladrões, então criou os kenders, que roubam não por ganancia, mas por curiosidade.

-A ideia de ter um produto orientado para dragões veio quando a TSR contratou um grupo de consultoria, que após alguns estudos, constatou que o jogo tinha mais "dungeons" do que "dragons". Foi neste momento que Tracy contou sobre sua ideia.


Não sei se todas, mas a maioria das informações estão no "Annotated Chronicles, livro que apresenta a trilogia inicial, com notas dos autores.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

O Bulette de Tim Kask

É muito estranho quando eu juro que escrevi sobre algo, e quando vou procurar no blog, não encontro!

O pessoal do excelente "Tomos de Sabedoria" fez uma postagem sobre a criatura, usando como referência os vídeos de entrevista com o pai da criatura, Tim Kask. Procurei nas minhas notas, e encontrei o que eu havia escrito, mas aparentemente, nunca publicado.

-Criado por Tim Kask, sua origem vem de um monstrinho de plástico encontrado em lojas tipo “1,99”. A pronúncia correta de seu nome é “bu-lêi”. O nome foi dado em função do formato do brinquedo, que parecia uma bala, sendo inclusive chamado “the bullet”. Como estavam passando por um período de crítica a qualquer coisa que fosse francesa (década de 70), o nome “bulette” surgiu como uma brincadeira com a língua.

-Tim queria criar um monstro para aventuras ao ar livre, e por isso pensou que seria interessante que o bulette se alimentasse de cavalos e pôneis, mas que realmente apreciasse um bom halfling escondido em sua toca.
Recentemente (20/02/2017), Tim me disse que estava ficando muito comum nos jogos os personagens terem "dwarven poneis", pois estes enxergavam no escuro e podiam carregar grandes cargas e eram destemidos. Eles caíram na preferencia dos jogadores, e a pequeno pônei se espalhou como uma praga pelas mesas de RPG. Tim afirma ter criado o bulette para acabar com isso.

-O apelido “landshark” é uma referência a sua barbatana, vista durante seu ataque enquanto o corpo ainda estaria enterrado. Outra referência ao nome veio de um quadro do programa “Saturday Night Live”, em que um tubarão batia na porta das pessoas dizendo ter um telegrama para elas. Em algum momento, ele era referido como “landshark”.




Vejam também essa postagem de Tony DiTerlizzi sobre o Bulette e seus irmãos de Hong Kong:
http://diterlizzi.com/home/owlbears-rust-monsters-and-bulettes-oh-my/

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Jeff Grubb e a xenofobia beholder

Encontrei uma matéria antiga de Jeff Grubb, responsável por vários materiais de AD&D 2ed, sobre beholders (eu falei muito brevemente sobre eles aqui).

Jeff pediu ao artista Jim Holloway para fazer algumas naves beholder. No fim, acabaram aproveitando todos os modelos, e como eram radicalmente diferentes uns dos outros, decidiram que beholders eram xenofóbicos e odiavam outros beholders.

Como vários artistas fizeram diversas interpretações da criatura, esta característica fazia sentido.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

3 vídeos longos mas interessantes

Começamos com uma bela entrevista com Tim Kask, e muito da história do D&D:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMPuz-w60c2isajsXnYkh-gF1358aCA5J

Durlag's Tower: ótimas dicas para construir uma dungeon de forma inteligente e interessante
https://www.youtube.com/watch?v=XWgc20zbRXk&spfreload=10

O mestre Chris Perkins, criativo e envolvente como sempre, mestra uma partida para o pessoal por trás do Robot Chicken. Ótimos exemplos de como conduzir um grupo q fica "on" e "off" do jogo:
https://www.youtube.com/watch?v=TJN1JvnRGWE

terça-feira, 21 de março de 2017

D&D 5ª edição no Brasil...através de um golpe








Bom pessoal,  a notícia de hoje é triste.

Não vou escrever muito, pois ainda estou bem chateado. Mas acredito que as palavras dos envolvidos sejam o suficiente para vocês tirarem suas próprias conclusões.


Um dos lados:

























O outro lado: